ESTOPINHA

Agora São Paulo divulga autobiografia da Estopinha

por Equipe de Comunicação
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Vivian Masutti
do Agora

Autobiografia de cachorrinha vira-lata dá lição de amor e tolerância não só aos animais, mas também aos outros seres vivos

Sim, ela é uma peste. Não para quieta e come tudo o que vê pela frente (incluindo os sapatos). Foi por ter problemas comportamentais que Estopinha foi devolvida duas vezes ao centro de adoção. E foi exatamente por essa característica que a vira-lata de barbichinha grisalha foi escolhida pelo veterinário e adestrador Alexandre Rossi, o Dr. Pet, conhecido por suas aparições em programas de TV.

Juntos, Estopinha e Rossi assinam a "autobiografia" dela, um livro que conta da infância nas ruas à doença que quase a matou, passando por lares que a rejeitaram até chegar ao sucesso nas redes sociais e na televisão. Leve, divertido e cheio de fotos, "Estopinha, a Autobiografia da Vira-Lata Mais Amada do Brasil" (R$ 39,90, 160 págs., Planeta) esconde um propósito maior: incentivar e melhorar a relação entre humanos e animais. Confira o bate-papo da coluna com Rossi:

Agora - A missão do livro é mostrar que os pets podem ser membros da família. Não acha que ainda há pessoas em um nível bem abaixo disso?
Dr. Pet - Tem quem não gosta, quem humaniza demais e quem nem pensou que o animal poderia ser parte da família. Se essa pessoa trouxer o bicho do quintal para dentro de casa, ela vai gostar muito mais do cachorro. Muda completamente o jeito de vê-lo.

Agora - Há exagero?
Dr. Pet - Há o grupo que passa a humanizar demais, outro problema que a Estopinha aborda indiretamente: ela até faz graça rapidinho, mas volta a ser cachorro. Não dá para levar um animal em carrinho de bebê, como se fosse um, por exemplo.

Agora - E qual é o caso da Estopinha?
Dr. Pet - Ela tenta mostrar que é filha cachorra, mas é querida mesmo fazendo bagunça. Não é um robozinho.

Agora - Qual é a dica para o convívio de cães e gatos?
Dr. Pet - Cabe à gente estabelecer limites. A Estopinha queria muito atacar a Miah, mas ela nunca correu atrás dela porque eu nunca permiti.

Agora - Da onde vem o sucesso dela?
Dr. Pet - Acho que é um conjunto de coisas. Uma delas é o fato de ser vira-lata: as pessoas defendem, têm uma simpatia por esses cães. Como é uma mistureba, pode simbolizar qualquer raça. As pessoas também se emocionam com a história de superação dela.

Agora - O que você gosta de ler?
Dr. Pet - Leio muitos artigos científicos. Gosto de um que fala da seleção natural do comportamento, como ele surge e é passado geneticamente. E também do "Trabalhe 4 Horas por Semana", do [americano] Timothy Ferriss. Leio com cuidado. Nunca trabalhei quatro horas por semana nem é essa a minha ideia. Mas ele discute o prazer que é preciso ter na vida e no trabalho.

Vivian Masutti, 32 anos, é jornalista formada pela Cásper Líbero e bacharel em letras (português e francês) pela Universidade de São Paulo, onde também cursou a Faculdade de Educação e obteve licenciatura plena em língua portuguesa.

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