CÃES

Alexandre Rossi responde sobre coprofagia na Veja SP

por Equipe de Comunicação
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Quando um cão ingere as próprias fezes ou de outros animais (como dos gatos), dizemos que ele apresenta coprofagia.

Pode parecer algo absolutamente nojento sob nosso ponto de vista, mas é um comportamento natural em outros animais, como para roedores e alguns primatas não-humanos.

Por que ocorre em cães?

A coprofagia pode estar associada à deficiência de alguns nutrientes ou até à presença de vermes. Portanto, é importante que o pet passe por uma consulta veterinária para que se averigue se está tudo bem com a saúde dele.

Cadelas com filhotes comem as fezes do ninho para mantê-lo limpo. E filhotes podem também brincar com o cocô, comportamento que tende a desaparecer à medida que crescem.

Além disso, a falta de atividades e exercícios físicos também pode ser uma das causas da coprofagia.

Outro motivo pode ser a supervalorização das fezes pelo tutor. Mas como seria possível? Em muitas situações, para evitar o comportamento coprofágico, o tutor praticamente disputa as fezes com o cão, ou seja, corre para recolher assim que o pet se alivia. Esta situação pode aumentar o interesse do cachorro pelas próprias fezes.

O que fazer

A coprofagia deve ser analisada sob vários ângulos, verificando-se como anda a rotina e o ambiente onde o cão está inserido. A primeira medida é estabelecer uma rotina de exercícios e atividades com o cachorro e também caprichar no que se denomina enriquecimento ambiental, ou seja, deixar o local onde ele fica repleto de coisas para ele fazer.

Além disso, é importante não dar atenção às fezes do cão e recompensá-lo pelos acertos longe do local onde ele defecou, antes que ele sequer pense em ingerir as fezes. Borrifar nas fezes substância amarga própria para repelir animais pode fazer com que o cão cheire os excrementos e não tenha mais interesse na ingestão.

O veterinário que pode indicar também a utilização de algum medicamento que torne as fezes menos palatáveis. Uma outra dica é oferecer mamão, que contém papaína, uma enzima conhecida por digerir proteína.

Se o cachorro mostra interesse pelas fezes dos gatos da casa, o ideal é impedir o acesso deles às caixas de areia, que podem ser posicionadas em locais mais altos ou dentro de móveis criados para este fim, onde somente o gato consiga acesso.

E o segredo principal: muita paciência para entender o que está motivando o cachorro a adotar este comportamento, para daí então tomar as medidas necessárias!

Por Alexandre Rossi, zootecnista, especialista em comportamento animal e sócio-fundador da Cão Cidadão.

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