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Como contar os anos de vida de cães e gatos

por Equipe de Comunicação
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O zootecnista Alexandre Rossi explica e dá dicas para que eles vivam mais.

Sabemos que a expectativa de vida dos pets não acompanha a dos seres humanos. Ou seja, eles infelizmente vivem menos do que seus tutores, mas todos gostaríamos de fazer uma previsão acerca do tempo que ainda poderemos desfrutar da companhia deles.

A equivalência dos sete anos

Quem nunca ouviu dizer que um ano do cão ou do gato equivaleria a sete anos de vida dos humanos? Essa afirmação vem sendo disseminada há tempos e não se sabe exatamente a sua origem.

Seguir esta lógica nos permitiria afirmar que, se um cão ou gato está com 11 anos de idade, poderíamos compará-lo a um humano idoso com 77 anos.

Mas o quanto desta regra pode realmente ser aplicada a nossos cães e gatos?

O que realmente faz a diferença

Pesquisas científicas já foram feitas com o objetivo de comparar a longevidade entre diferentes raças de cães, dos mais diversos tamanhos e características físicas.

O que se descobriu é que a regra de equivalência dos sete anos humanos não tem qualquer fundamento, não passando, portanto, de um mito.

O que se sabe é que cães e gatos atingem a maturidade sexual em média até os 2 anos de vida, ou seja, amadurecem mais rapidamente do que nós.

Outros fatores que influenciam na longevidade dos pets são o porte e as raças. Pensando em cães (em que a diferença de tamanho pode ser gritante), estudos já constataram que o amadurecimento sexual nos pequenos ocorre mais cedo, mas eles tendem a viver mais, ou seja, o envelhecimento celular ocorre de forma mais lenta neles do que em cães maiores.

No que diz respeito às diferentes raças, além do porte, sugere-se também que a seleção artificial que priorizou o crescimento extremamente rápido em algumas raças de porte grande/gigante pode ter levado ao desenvolvimento de doenças que diminuem consideravelmente sua longevidade.

Evidentemente que outros fatores, como genética e histórico, podem influenciar muito na expectativa de vida de cada indivíduo, independentemente de raça ou tamanho.

Fonte da juventude

Mesmo sabendo do “mito dos sete anos”, seria muito bom conseguirmos prolongar ao máximo a vida de nossos cães e gatos! Mas será que existe uma fórmula para tanto?

Medidas simples podem ajudar nesta tarefa: garantir uma alimentação de qualidade e sem exageros (a obesidade é prejudicial para eles), ficar de olho na saúde com visitas regulares ao veterinário e garantir uma rotina onde o bem-estar é priorizado – o que significa dar a eles atividades que lhes permitam exercer seus comportamentos naturais como espécie -, além de oferecer muito carinho e interação com a sua família humana.

Tudo isto, ao longo da vida, ajudará a mantê-los saudáveis física e mentalmente, o que poderá influenciar diretamente na longevidade.

Por Alexandre Rossi, zootecnista, especialista em comportamento animal e sócio fundador da Cão Cidadão.

Fonte: Veja São Paulo.

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