CÃES

COMO MANTER UMA BOA RELAÇÃO COM O CACHORRO DE APARTAMENTO

por Alexandre Rossi | Coluna Canal Pet - Ig
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No século 21, com o crescimento cada vez mais rápido das grandes cidades, o apartamento se tornou a moradia mais comum para a maioria dos brasileiros, por isso, os animais de estimação passaram a conviver muito perto das famílias. Com isso surgiu o cachorro de apartamento, que possui rotina muito diferente de seus ancestrais.  

Dessa forma, sempre surge a pergunta: é possível uma convivência bacana, especialmente entre cães e humanos, em lares cada vez menores? O que se deve fazer para que ambos possam viver juntos em apartamento de forma tranquila e feliz?

Cão precisa de quintal?

Essa é uma frase muito repetida por algumas pessoas, mas é preciso dizer que cães e quintais não são, necessariamente, uma conclusão lógica. Cachorros, animais extremamente sociais, preferem estar próximos aos tutores em um apartamento pequeno, do que sozinhos em um quintal enorme.

De qualquer forma, antes de trazer um cão para o lar (e isso vale para casa ou apartamento), é preciso averiguar se a raça, o tamanho e o temperamento se encaixam no perfil e na rotina da família. Se as pessoas da casa tiverem um perfil mais tranquilo e caseiro, não devem escolher um cão muito agitado, com um alto nível de energia. Ao contrário, se pessoas da casa gostam de curtir atividades externas, praticar esportes etc, podem pensar em um cachorro mais ativo.

Outra questão a ser levada em conta quando se fala em cachorro de apartamento são os passeios. Qualquer cão, de qualquer raça ou tamanho, precisa ter esses momentos inclusos em sua rotina. São comportamentos naturais de qualquer cachorro farejar, caminhar e interagir com outros cães e pessoas. Assim, mesmo que o tutor opte por um cão bem pequeno, que não ocupe tanto espaço no apartamento, isso não exclui a necessidade de socialização e de inclusão na rotina dele passeios pelas redondezas.

Treinos

Como os apartamentos estão, no geral, cada vez menores, vale também investir tempo e paciência nos treinos para que o cão aprenda a fazer as necessidades no local certo. Esta providência, que demanda persistência, mas tem resultados excelentes, certamente facilitará muito a convivência dentro de casa.

Treinar o cão ao menos nos comandos básicos (senta, deita, junto, vem) permitirá aos tutores manter sempre um canal de comunicação eficiente com o pet, eles irão obedecer mais. Muitos problemas com os vizinhos podem ser evitados dessa forma.

Enriquecimento ambiental

Consiste em deixar o local onde o cão fica repleto de atividades que o permitam se entreter sozinho. Ossos recreativos, brinquedos que liberam comida, brinquedos mastigáveis, garrafas pet com petiscos dentro são exemplos de verdadeiros “quebra-cabeças” que são de grande ajuda para que o animal não fique entediado com a vida dentro de um apartamento.

Seguir a legislação

O Código Civil brasileiro, na parte em que trata das regras de condomínio, nada fala sobre a questão de ser possível ou não manter animais de estimação nos apartamentos. Ele trata apenas da obrigação dos condôminos de não prejudicar o sossego, a salubridade e a segurança dos demais moradores.

Assim, a regra que deve prevalecer é a convenção do condomínio. Mas, caso a pessoa se sinta prejudicada por ela, como, por exemplo, se tem um cão que não traz prejuízo à saúde, segurança ou sossego dos demais moradores e mesmo assim sofre as consequências de uma proibição, pode procurar a Justiça para discutir a questão.

Com essas dicas simples, a tendência é que a convivência de famílias com o cachorro de apartamento se torne uma experiência muito prazerosa para todos.

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