GATOS

Filhote de gato: como torná-lo dócil e sociável

por Equipe de Comunicação
|
Compartilhe:

Por Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal

As primeiras semanas de vida são as que mais influenciam na definição do comportamento do gato. Desde como ele reagirá quando for acariciado até como se adaptará ao convívio com outros animais. Por isso, devemos aproveitar essa fase crítica do desenvolvimento para preparar bem o filhote para a vida adulta.

Sem controle total

Embora a fase da sociabilização tenha uma enorme influência no comportamento do filhote, não quer dizer que podemos controlar ou determinar o comportamento futuro do animal. Já vi proprietários de gatos antissociais se culparem por isso ou serem culpadas por amigos. Mesmo depois de uma boa sociabilização, alguns gatos tornam-se agressivos, medrosos ou desenvolvem ambos os comportamentos com outros animais e com pessoas.

Temperamento e personalidade

Em uma mesma ninhada, alguns gatinhos são mais corajosos e extrovertidos que outros. As diferenças de temperamento são influenciadas pela genética de cada exemplar. Por isso, quanto mais antissocial e medroso for o gatinho, mais importantes serão os procedimentos descritos a seguir. Esse raciocínio é válido também quando o filhote tem pais medrosos, agressivos ou antissociais.

Brincalhão quando filhote, medroso quando adulto

Muitos proprietários de um filhote sociável e desinibido deixam de sociabilizá-lo e de acostumá-lo a procedimentos e situações que enfrentará futuramente por causa do bom temperamento do gatinho. Mas muitos filhotes, principalmente quando não foram corretamente expostos a diversas situações, animais e pessoas, começam a ficar medrosos e cautelosos depois de saírem da infância.

Como sociabilizar

Apresente o seu gatinho de maneira agradável a diversas pessoas e animais. Evite qualquer desconforto ou susto durante essas interações. Por exemplo, procure brincar com o gato e alimentá-lo enquanto recebe visitas. Lembre-se de que o filhote pode se assustar com pessoas, especialmente as crianças, e com animais que agem de maneira inesperada, o que pode resultar em um trauma difícil de ser recuperado.

Importância das brincadeiras

Estudos demonstraram que brincadeiras aproximam o gato das pessoas. Brincar é, portanto, uma ferramenta importante para facilitar a interação. Mas brincadeiras feitas com o uso do próprio corpo podem estimular a agressividade do gato para com as pessoas. Por isso, ao brincar prefira fazê-lo com algum objeto. Em vez de estimular o felino a morder ou a caçar a sua mão ou pé, use um cordãozinho ou uma bolinha, por exemplo.

Procura por carinhos

Gatos acostumados a receber carinho nas primeiras semanas de vida tendem a procurar mais carinho quando adultos e a gostar de recebê-lo. É relativamente comum o gato ficar ansioso e atacar o proprietário depois de receber carinho por algum tempo. Uma maneira de evitar esse comportamento é acostumar o filhote a longas sessões de carinho. Se ele não for muito fã de afagos, procure acariciá-lo durante as refeições ou enquanto a estiver preparando. Outro momento propício é quando ele estiver acordando ou quase dormindo, pois a ansiedade estará mais baixa.

Pequenas restrições de movimento

Habituar o gato a ter uma parte do corpo imobilizada é importante para que ele venha a se comportar com naturalidade quando lhe dermos banho, cortarmos suas unhas e o escovarmos, por exemplo. Segure o gato firmemente, mas com muito cuidado para não provocar um trauma. Procure imobilizar gradativamente uma parte do corpo dele. Treine isso com frequência, mas sem provocar grande desconforto. É importante fazer a restrição com firmeza e, se o gato tentar escapar, não o soltar enquanto esperneia, para evitar que aprenda a acabar com o desconforto dessa maneira.

Acostumar ao banho

Ensina-se o gato a tomar banho nas primeiras semanas de vida. Mas com muito cuidado para não transformar a experiência em trauma. Um erro clássico é tentar dar banho completo ao gato que nunca passou pelo processo antes. Se ele for contido por vários minutos contra a vontade, esfregado, enxaguado e secado, isso, além do pavor que a água é capaz de causar, pode fazê-lo associar o banho a algo odiável.

O truque é acostumar o gato às fases do banho antes de dá-lo por completo, associando-as a coisas agradáveis, como brincadeiras e petiscos. Antes de molhar o felino, procure habituá-lo também com a toalha e o secador. Você não gostará de descobrir justo no momento em que ele estiver encharcado que entra em pânico quando o secador é ligado!

Fonte: Cão Cidadão.

 

Encontre por tipo de Mídia:


Live nas mídias sociais da Veja SP

https://www.facebook.com/vejasp/videos/10156808...

Veja a live que Alexandre Rossi participou nas mídias da Veja SP, tirando algumas das dúvidas mais frequentes dos tutores.

Alexandre dá dicas sobre animais ansiosos

https://www.facebook.com/Alexandreprossi/videos...

Assista a live que o especialista preparou para tirar dúvidas de tutores.

Como contar os anos de vida de cães e gatos

vejasp.abril.com.br...

Sabemos que a expectativa de vida dos pets não acompanha a dos humanos. Será que é possível fazer uma previsão?

SE VOCÊ É UM DONO: FESTEIRO

FESTAS...

Mantém a casa sempre movimentada? A melhor saída é buscar cães de companhia, mais tranquilos e menos territorialistas, como o golden retriever, o labrador, o spitz alemão, o maltês, o shih tzu, o west highland white terrier e o lhasa apso.

Pets e crianças com necessidades especiais

Alexandre Rossi conta os benefícios que os animais trazem para a vida de uma criança especial.

Como adotar um cão?

Adotar um animal é um ato de amor e compaixão, mas que precisa ser bem pensado. Descubra mais com Alexandre Rossi.

Como estimular os gatos a beberem mais água?

O Dr. Pet explica a importância da água para os felinos e dá dicas para estimular a sua ingestão.

Pets que ajudam na educação das crianças

Deixar que as crianças realizem tarefas relacionadas ao bichinho de estimação pode ser uma ótima ideia para ensiná-los a ter responsabilidade.

Campanha reforça a presença do veterinário no núcleo de apoio à saúde familiar

O CRMV criou a campanha “Saúde é uma só” com o intuito de incluir o médico veterinário em ações de prevenção à saúde voltadas às famílias.

Como e quando usar recompensas para treinar cães e gatos?

Entenda a importância do reforço positivo para a boa convivência do pet com a família!

O melhor tipo de tosa para o seu cachorro

Conheça mais sobre recorte e tintura canina e saiba que cuidados ter na hora da tosa.

SE VOCÊ É UM DONO: COM CRIANÇAS

O mais recomendado é buscar cães dóceis e de grande porte, que aguentem brincadeiras mais brutas, como o bull terrier, por exemplo, que é um cachorro forte, mas extremamente dócil com crianças.

Alexandre para revista Contigo: adestrar para melhorar a convivência no lar

https://contigo.uol.com.br/

Veja a coluna da Cãotigo de agosto.

SE VOCÊ É UM DONO: AVENTUREIRO

AVENTUREIRO

Algumas raças indicadas são o border collie, o beagle, o labrador e o golden retriever.

SE VOCÊ É UM DONO: AGITADO

AGITADO

Vale procurar raças mais independentes, como o akita, o husky siberiano, o chow-chow e o pug.

SE VOCÊ É UM DONO: CARENTE

CARENTE

o labrador, cocker e o yorkshire adoram um cafuné e trocam tudo para deitar nos pés de seus tutores.